Contos de Zé Pilintra da Estrada

Conto de Zé Pilintra

Narrado por Zé Pilintra da Estrada e escrito por Ramani Augusto.

E lá vem o Zé Pilintra da Estrada, andando daquele jeito todo elegante. Porque malandro que é malandro, anda elegante.

Malandro da Estrada então… nem se fala! Com seu terno preto, e calça branca, com chapéu preto com fita branca ao entorno do chapéu para diferenciar, e sua bengala indispensável, que lhe dá todo um charme peculiar.

Malandro anda devagar, parece desfilar, passo por passo, sem pressa. Para quê pressa??? Ele vai andando com todo aquele gingado, que só Zé Pilintra tem, segue cruzando as ruas, observando a noite, o movimento das pessoas e vai caminhando com aquele lindo sorriso alvo nos lábios.

Vai cumprimentando um, cumprimentando outro… Galanteando as mulheres… E sim, malandro é galanteador e muito gentil.

Nunca desrespeita uma dama, pelo contrário, sempre simpático, gentil, afável, carinhoso. E é por esse jeito que as mulheres suspiram por ele.

Malandro que é malandro não pode ver uma mulher bonita, ele tem que estar entre elas, atrair a atenção delas com um bom papo e um belo sorriso.

Logo, mais adiante, malandro encontra a roda de samba, onde está o grupo da rapaziada, da boa música, das mulheres bonitas, que vão mexendo seus corpos, sambando ao som da música, jogando seus cabelos perfumados.

E ele, Zé Pilintra, chega chegando na roda, todo lindo, todo sorridente, e vai cumprimentando a todos. Todo mundo ali conhece seu Zé.

Afinal, quem é que não conhece o Zé? A chegada dele tira suspiros de algumas moças e cochichos acompanhados de risinhos abafados.

Seu Zé escolhe a dama que vai dançar com ele ao som do samba. À ela, entrega uma rosa vermelha, e juntos começam a dançar com passos devidamente alinhados, atraem a atenção de todos ali, inclusive mais gente se aproxima para ver o belo casal bailar.

Ao fim da música, seu Zé reverência a moça com a qual dançou, dando-lhe um beijo na mão. E logo busca outra parceira para dançar o próximo samba.

Como o próprio Zé Pilintra da Estrada já me disse: “Eu posso ter 100 mulheres, mas apenas uma única é a dona verdadeira do meu coração.”

Eu sei quem é a dona do coração do Zé, mas não posso revelar. É um segredo entre eu e o seu Zé Pilintra.

Saravá seu Zé!

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